segunda-feira, 4 de junho de 2012

PROJETO: TARSILA DO AMARAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PROJETO TARSILA DO AMARAL PARA EDUCAÇÃO INFANTIL
JUSTIFICATIVA:
O projeto pretende tornar compreensível aos alunos a herança cultural a partir do estudo das obras de arte da artista plástica Tarsila do Amaral, bem como despertar e desenvolver o interesse pela Arte. Procurando estabelecer com os alunos um diálogo sobre o material que será apresentado e ensinando-os a observarem, despertar-se-á o gosto pelas obras de arte.
A criança será desafiada a interpretar as obras de arte observando os elementos utilizados como: cores, formas, traços e ideias e com liberdade poderá criar, representar e construir seus conceitos.

O Lago - Maravilhosa tela da fase Antropofágica, com o colorido e o tema tão típicos de Tarsila. Seu sobrinho Sérgio comprou a tela e permaneceu com ela por muitos anos.



OBJETIVOS:
·         Conhecer e apreciar os elementos que constitui as obras de Tarsila do Amaral.
·         Desenvolver o hábito de observação e apreciação, atentando para detalhes como: cor, forma,  textura;
·         Estabelecer relações entre obras de arte e os conteúdos propostos em sala;
·         Participar de atividades envolvendo a pesquisa para conhecermos a vida e algumas obras de Tarsila do Amaral;

 Abaporu - Este é o quadro mais importante já produzido no Brasil. Tarsila pintou um quadro para dar de presente para o escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Quando viu a tela, assustou-se e chamou seu amigo, o também escritor Raul Bopp. Ficaram olhando aquela figura estranha e acharam que ela representava algo de excepcional. Tarsila lembrou-se então de seu dicionário tupi-guarani e batizaram o quadro como Abaporu (o homem que come). Foi aí que Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico, com a intenção de "deglutir" a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro. Este Movimento, apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou uma síntese do Movimento Modernista brasileiro, que queria modernizar a nossa cultura, mas de um modo bem brasileiro. O "Abaporu" foi a tela mais cara vendida até hoje no Brasil, alcançando o valor de US$1.500.000. Foi comprada pelo colecionador argentino Eduardo Costantini.

·         Utilizar diferentes técnicas para a produção de releituras 
          Despertar o gosto pela leitura, especialmente pela arte;
·         Relatar fatos relativos a vida e obras de Tarsila do Amaral;
·         Estimular a criatividade e a imaginação;

O Pescador - Este quadro tem um colorido excepcional e trata de um tema bem brasileiro: um pescador num lago em meio a uma pequena vila com casinhas e vegetação típica. Este quadro foi exposto em Moscou, na Rússia em 1931 e foi comprado pelo governo russo.




DESENVOLVIMENTO:

Linguagem oral:

*O professor inicia a aula estabelecendo um diálogo com a turma sobre Tarsila do Amaral, nesse diálogo  faz as seguintes questões:

*O professor inicia a aula estabelecendo um diálogo com a turma sobre Tarsila do Amaral, nesse diálogo  faz as seguintes questões:
·         Vocês já viram essa foto, sabem o nome dessa mulher?
·         Vocês já ouviram falar sobre Tarsila do Amaral?
·         Sabem o que ela fazia?
·         Sabiam que quando ela era criança gostava de desenhar e pintar?
·         O que será que ela desenhava e pintava? 
·         Mostrar algumas obras de Tarsila e perguntar às crianças se elas conseguem encontrar na pintura alguma figura que já conhecem, e deixar que as crianças se expressem livremente.
·         Falar o nome da obra e contar, em linguagem simples, um pouco sobre a vida da pintora.

 A Lua - Este quadro era o preferido de Oswald de Andrade, seu marido quando pintou a tela. Ele conservou o quadro até sua morte (mesmo já separado de Tarsila).

 * A medida que as crianças verbalizarem suas ideias, o professor registra a fala delas. Em seguida, começa a sistematização da construção do conhecimento com a exibição de um vídeo biográfico. Sugerimos o vídeo que está disponível no endereço eletrônico abaixo: Tarsila do Amaral –  http://br.youtube.com/watch?v=Hgwy1v7T8RI
* Após o vídeo o professor promove um momento para as crianças comentarem o que assistiram no vídeo.
 Manacá - Linda tela, com um colorido forte. Esta flor é representada por Tarsila de uma maneira particular, bem típica da obra dela.



Linguagem escrita:
* Identificar as letras do nome – Tarsila do Amaral
* Distinguir o nome do sobrenome.
* Realizar lista do que as crianças viram no vídeo;
* Escrita espontânea das cores e formas encontradas nas obras apreciadas;

O Ovo ou Urutu - Nesta tela temos símbolos muito importantes da Antropofagia. A cobra grande é um bicho que assusta e tem um poder de "deglutição". A partir daí, o ovo é uma gênese, o nascimento de algo novo e esta era a proposta da Antropofagia. Esta tela pertence ao importante acervo de Gilberto Chateaubriand e está sempre sendo exibida em grandes exposições.



Antropofagia - Nesta tela temos a junção do "Abaporu" com "A Negra". Este aparece invertido em relação ao quadro original. Trata-se de uma das telas mais significativas de Tarsila e o colecionador Eduardo Costantini, dono do "Abaporu", está muito interessado no quadro e já ofereceu uma soma muito alta por ele (que foi recusada pelos atuais donos).

Linguagem matemática:
* Contar o número de letras do nome de Tarsila;
* Contar o número de palavras da lista elaborada;
* Relacionar as formas geométricas apresentadas nas obras de Tarsila
* Enumerar as cores observadas e identificá-las

Linguagem Plástica:  
  • Propor a realização de releituras de uma das obras abaixo
  •    Disponibilizar materiais variados e colocar ao alcance das crianças; 
  • Pintar com materiais adaptados: Pincel feito de graveto, pena folha, canudo, seringa, embalagem de desodorante rollon, dedo, etc.
  •  Carimbo de – mão, folha, legumes, 
  •  Escultura – papel machê, argila, massa de modelar.
  •   Intervenção no papel: Cole, em folhas de papel, figuras geométricas, retalhos de tecidos, fotos de revista. Proponha às crianças que desenhem a partir disso



O Touro

O professor pede para observarem as fotos e sugere que comentem o que estão observando, por exemplo, as cores que aparecem nas fotos e os elementos da obra (cor, linha, luz, forma). Em seguida, o professor propõe a releitura da obra observada. Para isso, distribuirá nos grupos tintas de cores variadas, pote com água, pincel, flanela, papel peso 40 cortado em forma de quadrado para cada criança realizar sua obra. Cada criança escolherá uma das obras para fazer a releitura.
·         Realizar exposição das releituras para apreciação de todos os alunos da escola.

 Cartão Postal - Vemos a lindíssima cidade do Rio de Janeiro nesta tela, que é o maior Cartão Postal do Brasil. O macaco é um bicho Antropofágico de Tarsila que compõe a tela.

Linguagem musical:
·         Ouvir músicas clássicas enquanto apreciam as obras e a leitura da biografia da pintora Tarsila do Amaral.
·         Construir uma paródia utilizando-se de uma música do repertório infantil ou de outro gênero popular que seja significativo para as crianças, para apresentarem as obras de Tarsila do Amaral.
·         Perceber os sons: alto e baixo; agudos e graves; e os ritmos lentos e rápidos;

Linguagem corporal/movimento:
·         Dançar acompanhando com o corpo o rítmo das músicas trabalhadas, do gênero clássico e popular.
·         Imitar uma bailarina dançando na ponta dos pés.
·         Sentados na rodinha, ouvir música clássica e ao comando da professora balançar a cabeça seguindo o ritmo, depois os ombros, os braços, as mãos, o tronco, girar lentamente usando o bumbum e as pernas para equilibrar-se.


Chapéu Azul - Esta tela foi realizada depois de Tarsila frequentar o ateliê de Emile Renard. As telas dessa época possuem uma grande suavidade e uma atmosfera lírica.

Tarsila do Amaral
nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em razão da imensa fortuna que acumulou abrindo fazendas no interior de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.
Estudou em São Paulo no Colégio Sion e completou seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos. Casou-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce. Separou-se dele e começou a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Posteriormente estudou desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920 embarcou para a Europa objetivando ingressar na Académie Julian em Paris. Frequentou também o ateliê de Émile Renard. Em 1922 teve uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil e se integrou com os intelectuais do grupo modernista. Fez parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. Nessa época começou seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22” integrou-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos.
Retornou à Europa em 1923 e teve contato com os modernistas que lá se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estudou com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Manteve estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suiço que visitou o Brasil em 1924. Iniciou sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros. Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. Separa-se de Oswald em 1930.
Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados.
Nos anos 50 volta ao tema “pau Brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.
Fonte de pesquisa disponível em:www.tarsiladoamaral.com.brhttp:  e
//www.tarsiladoamaral.com.br/versao_antiga/historia.htm

3 comentários:

  1. Amei a descrição do trabalho, parabéns!!

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  2. Lindo,lindo, lindo. Passei a semana imaginando como trabalhar Tarsila com minha turminha de 5 anos e encontrei esse trabalho maravilhoso.Parabéns!!!

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