terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Texto teatral CF 2012 -

Teatro
 - Campanha da Fraternidade 2012.

 O texto teatral abaixo é do Escritor Emílio Carlos serve para ser encenado na Missa com jovens e adultos.
 O texto fala sobre o tema da CF 2012. Espero que você goste e encene na sua escola ou paróquia. Paz   de  Cristo!

O Médico que queria ser jogador de Futebol.
(Sugestão: o narrador ser meio caipira, meio contador de causos) NARRADOR – Olá. Tudo bem? Hoje eu quero contar pra vocês a história do Marquinhos.
O Marquinhos morava no meu bairro. Quando a gente era criança às vezes jogávamos bola num campinho que tinha ali – onde agora tem aquele prédio alto.
O Marquinhos queria ser jogador de futebol. Mas... posso falar a verdade? Ele não tinha o menor jeito pra coisa. Nunca marcava um gol.
Bom, teve uma vez que ele até marcou um gol. Mas foi gol contra. O Marquinhos sempre perdia as bolas que eu passava pra ele. E às vezes até... pisava na bola.
O Marquinhos é filho do Dr. Eliseu, um médico muito bom que fez fama na cidade. O Dr. Eliseu era bom mesmo.
Ele olhava pra você e dizia assim: - Olha, tem que tirar o apêndice. Batata! Podia contar que tinha que tirar mesmo. O que ele dizia era tiro e queda. Pra fazer cirurgia não tinha outro.
O Dr. Eliseu fazia cada cirurgia complicada – mas no final tudo dava certo. O povo dizia que o Dr. Eliseu tinha as mãos abençoadas por Deus.
Pois é: um dia o Dr. Eliseu chamou o Marquinhos pra uma conversa de homem pra homem. “Ô Marquinhos” - disse o Dr. Eliseu com aquela voz grossa dele - “já está tudo resolvido, viu? Você vai ser médico”.
O Marquinhos não se conformou. E disse: “Mas pai: eu queria ser jogador de futebol”.
Deixe de besteiras, meu filho. – disse o Dr. Eliseu – Você vai ser médico.
O Marquinhos não gostou disso não. Chorou, emburrou, chiou – baixinho, senão levava um no meio do pé da orelha – e não gostou.
Mas... fazer o que? Pra jogador de futebol ele não dava mesmo. E o pai já tinha percebido isso.
O tempo passou, o Marquinhos cresceu e foi fazer faculdade de medicina em outra cidade.
Com toda mordomia, hein? Carro novo, casa alugada, comida em restaurante, tudo, tudo, tudo.
O Dr. Eliseu pagava tudo pra ele. Ah... e ainda dava 2 mil reais de mesada pro Marquinhos.
Gente... o Marquinhos estava com tudo no balaio.
E ele aproveitava, viu? Mas não pense que ele aproveitava pra estudar não, viu? Ele aproveitava que estava longe do pai e matava aula, bebia, namorava a mulherada... o Marquinhos era de entortar o cano, rapaz!
Tá certo... ele era inteligente. Mas matava aula direto – e daí ele colava.
Você já pensou um negócio desses? Colar na faculdade? E ainda por cima colar na faculdade de medicina? O que ele aprendia?
Já pensou o Marquinhos formado médico?
Ia pegar um paciente pra operar aqui o apêndice e zip!
Cortava a perna do cara.
Ah, você ri, né? Isso porque não é a sua perna, rapaz. (ri) Pensa o que?
Um dia aconteceu: um professor da faculdade pegou o Marquinhos no pulo! Pegou ele colando!
Gente... o Marquinhos suou frio. Ficou branquinho, branquinho assim que nem roupa de médico, né?
Quase que ele repetiu de ano.
E daí resolveu estudar.
O Marquinhos estudou tanto que aprendeu, viu?
Pode ficar tranquilo que agora ele não corta sua perna mais, viu?
O Marquinhos aprendeu – porém ainda não gostava de medicina.
E sabe o que é interessante: é que ele levava jeito pra coisa.
Mas o Marquinhos ficava naquele sonho perdido da infância. Ficava naquela de ser jogador de futebol que não acerta a bola, só faz gol contra, um caso sério.
E fazia a medicina de má vontade. Depois de muito estudar o Marquinhos se formou médico. E virou o Dr. Marcos.
Olha ele aí. (entra Marcos com jaleco branco e estetoscópio.
Do outro lado entram 2 pessoas doentes: (um senhor e uma senhora humildes).
NARRADOR – Olha aí os doentes precisando do Dr. Marcos.
SENHOR – Doutor: eu estou com dor.
MARCOS – (com má vontade) Todo mundo tem uma dor...
SENHOR – Eu estou com dor nas costas.
MARCOS – (escrevendo num bloco de notas) Sei... Está aqui a receita.
SENHOR – Doutor: o senhor não vai nem me examinar?
MARCOS – Pra que?
SENHOR – Pra saber o que eu tenho.
MARCOS – Eu sei o que o senhor tem: velhice. Próximo. (o senhor sai e a senhora se aproxima). SENHORA – Bom dia, doutor.
MARCOS – Bom dia? Onde?
SENHORA – Eu vim falar com o senhor porque...
MARCOS - ...está com dor.
SENHORA – É.
MARCOS – Eu sabia.
SENHORA – Eu tenho muita dor de...
MARCOS – Sabe: quem está com dor agora sou eu.
SENHORA – O senhor?
MARCOS – É. Dor de cabeça de tanto ver dor.
SENHORA – Mas não foi pra isso que o senhor estudou?
MARCOS – Não. Quer dizer, foi. Ah, eu não sei o que eu estou fazendo aqui? (joga o bloco de notas e a caneta e sai)
SENHORA – (vai atrás dele) Doutor... doutor...
NARRADOR – É, gente: esse é o Dr. Marcos. Ele ganha dinheiro, mas é infeliz. E é infeliz todo dia – não é só hoje não. O sonho de ser jogador de futebol já tinha passado faz tempo. Também com aquela barriguinha dele.. aquele jogador tinha metade dessa barriga e caiu fora.
O Dr. Marcos era infeliz. Olha, eu não conheço ninguém mais infeliz do que ele. Seu único consolo era quando ele dormia.
Dormia e não sonhava com nada. (Marcos entra, se deita e se cobre com o lençol).
NARRADOR – Era um homem sem sonhos, que não se encontrou, que não sabia quem era, que não sabia porque estava aqui. E toda noite era assim: ele deitava e apagava.
Mas nessa noite foi diferente. (Música. Luz forte em Jesus que entra e vai até Marcos).
JESUS – Marcos.
MARCOS – (se vira na cama)
JESUS – Marcos.
MARCOS – (acorda) O que é?
JESUS – Eu lhe dei um dom, Marcos.
MARCOS – (vê Jesus) O que?
JESUS – Eu lhe dei um dom, Marcos.
MARCOS – (sem entender) Um dom?
JESUS – É, Marcos. Eu lhe dei o dom de curar. O que você está fazendo com ele.
MARCOS – (sem jeito) Bem, eu...
JESUS – Marcos: você está desprezando o dom que eu lhe dei.
MARCOS – (abaixa a cabeça, envergonhado. Coloca o travesseiro na cabeça e chora) Perdão, senhor. (Jesus sai de cena, mas Marcos não percebe)
MARCOS – Perdão, senhor! (chora, levanta e saiu andando com passos incertos e emocionados) Perdão... Perdão... (a música ainda soa mais um pouco e depois para).
NARRADOR – Jesus tinha lhe dado o dom de curar. E agora Marcos tinha percebido isso. Essa era a sua missão. Foi o que o Marcos percebeu naquela noite. Ninguém sabe dizer se foi um sonho ou se foi real. Mas uma coisa eu sei dizer: o Marcos mudou da água pro vinho. Ele se transformou.
Olha ele agora. (de um lado entra Marcos, e de outro lado entram o mesmo senhor e a mesma senhora). MARCOS – (educado e gentil) Quem é o primeiro?
SENHORA – Sou eu, doutor.
MARCOS – Bom dia, dona Romina! Em que posso lhe ajudar hoje?
SENHORA – É aquela dor, doutor. Está doendo mesmo.
MARCOS – Calma, dona Romina. Nós vamos resolver isso num instante.
SENHORA – Obrigada, doutor.
NARRADOR – É: o Marcos mudou mesmo. E hoje é o médico mais querido do hospital. Todos os pacientes gostam dele. É que o Marcos descobriu sua vocação.
A saúde é feita de médicos, enfermeiros e funcionários dos hospitais.
E também é feita pelos governos.
O prefeito, o governador e o presidente são eleitos para cuidar da população.
A saúde é responsabilidade de todos eles.
É preciso cuidar da saúde do nosso povo – especialmente dos mais necessitados. Todos têm direito à saúde de boa qualidade. Quer uma dica: a eleição está aí. Preste bem atenção nas propostas dos candidatos. Analise quem trata a saúde com seriedade, quem tem boas propostas, pra depois você voltar. Olha, voto não tem volta. Votou tá votado. Então muito cuidado ao escolher quem vai cuidar da nossa cidade nos próximos quatro anos. Ele é comprometido com a saúde? Tem propostas sérias? E não é só votar não, viu? Depois tem que cobrar. O “cabra” fala bonito, se elege e depois some? Não senhor! Tem que cumprir o que prometeu pro povo. Saúde é coisa séria.
A saúde pública é coisa mais séria ainda.
E que a saúde se difunda por toda a terra! Com a graça de Deus! Fonte: http://www.catequesenanet.com.br/2012/02/teatro-campanha-da-fraternidade-2012.html

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